4 de jul de 2013

Multidão acompanha enterro de jovem morta pelo ex-namorado em Abatiá


Dor, angústia e muita revolta. Este foi o clima durante o sepultamento da comerciária Eliérica Augusta de Lima, de 18 anos, morta no final da tarde de terça-feira (2), pelo ex-namorado. A vítima foi sepultada na tarde de quarta-feira, 3, no Cemitério Municipal de Abatiá. A multidão que acompanhou o cortejo parecia não acreditar no que tinha acontecido e ainda tentava entender a motivação do crime que chocou não só a pequena Abatiá, como todo o Norte Pioneiro.
A garota foi morta pelo ex-namorado, Nielson dos Santos Leite, 22, ao chegar em sua casa. Inconformado com o fim do relacionamento, ele matou a jovem com 16 facadas. Logo após o crime, Leite se dirigiu até a ponte sobre o rio Laranjinha, na BR-369, entre as cidades de Bandeirantes e Santa Mariana, onde cometeu suicídio usando uma corda aramada em uma das pilastras da estrutura.
O enterro de Eliérica aconteceu por volta das 15 horas. O corpo da jovem foi velado durante todo o dia no Velório Municipal, por onde passaram centenas de pessoas que não se conformavam com a tragédia.
Longe dali, em uma pequena propriedade rural, parentes velavam o corpo de Nielson Leite, que foi sepultado duas horas mais tarde no mesmo cemitério.
Ainda bastante assustada com a cena que presenciou, Selma Regina da Silva Desoreki, 42, vizinha da comerciária, contou não ouviu pedidos por socorro e que foi até o local ao ouvir gritos da irmã da vítima, Eligelcia Augusta de Lima, 21 anos.
Segundo a vizinha, Leite sempre demonstrou um comportamento tranquilo e enquanto o casal estava junto chegou a presenciar discussões, mas segundo ela, consideradas normais em um relacionamento. “Quando ouvi os gritos achei que alguém havia sido atropelado, mas quando cheguei na rua encontrei a irmã desesperada gritando que haviam matado a Eliérica. Em seguida soube do suicídio do Nielson. Quando vi a cena entrei em estado de choque, estou até agora sem dormir. Inexplicável!”, lamentou.
Parentes da jovem, inconsoláveis e inconformados com o crime, não quiseram se manifestar e pediram para que a imprensa não registrasse o sepultamento. (Redação Tanosite)

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