4 de nov de 2015

Eleições municipais em 2016 terão recordes de partidos


As eleições municipais de 2016 terão um número recorde de partidos. Segundo o TSE, 35 legendas estão habilitadas para participar da disputa por prefeituras e vagas nas câmara municipais no ano que vem. São cinco siglas à mais do que as que estavam registradas para a última eleição municipal de 2012. De lá para cá foram criados e obtiveram o registro na Justiça Eleitoral o Pros e o Solidariedade (SD) em 2013. Este ano, mais três legendas garantiram direito de entrar no páreo: o Partido Novo, a Rede Sustentabilidade e o Partido da Mulher Brasileira. As informações são de Ivan Santos, Bem Paraná

Desses, pelo menos três já manifestaram intenção de lançarem candidatos próprios à sucessão do prefeito Gustavo Fruet (PDT). O Solidariedade já tem inclusive um nome escalado para a disputa: o deputado federal Fernando Francischini, que preside a legenda no Paraná.

Francischini já se declarou publicamente como pré-candidato a prefeito. Pesa sobre suas chances o desgaste sofrido pelo episódio do confronto entre professores em greve e policiais, em 29 de abril, no Centro Cívico, durante a votação pela Assembleia Legislativa das mudanças no fundo de aposentadoria do funcionalismo público estadual, que resultou em mais de 200 feridos e acabou levando-o a pedir demissão do cargo de Secretário de Estado da Segurança Pública.


O deputado garante, porém, que tem elementos para se defender e diz querer usar justamente a campanha para apresentar sua versão do episódio. Ele alega que um grupo de militantes radicais ligados à CUT e ao PT teriam se infiltrado na manifestação dos professores para provocar a polícia e deflagrar o conflito. Francischini aposta ainda na rejeição ao PT na Capital paranaense e na notoriedade obtida por ele como ferrenho opositor do partido no Congresso para angariar votos.

Sonháticos - Outra sigla que deve estrear no ano que vem é a Rede – criada sob a liderança da ex-ministra Marina Silva. “A eleição, pelas pesquisas deverá ter dois turnos, e esperamos estar no segundo turno”, diz o vereador Jorge Bernardi, que trocou recentemente o PDT depois de 28 anos no partido, optando pela sigla dos “sonháticos” após romper com o grupo do prefeito.

Bernardi alega que Fruet “distanciou-se” da população, ao utilizar-se “das práticas da velha política, de conseguir apoio através de cargos públicos”. O vereador afastou-se do prefeito depois que Fruet apoiou a eleição de Aílton Araújo (PSC) para a presidência da Câmara, no final do ano passado. A Rede aposta no desgaste dos partidos políticos tradicionais – incluindo o PT, em razão da crise econômica e dos escândalos do mensalão e da Petrobras – para atrair os votos do eleitorado progressista e de esquerda.

Outra legenda que pode entrar na briga é o Partido Novo, que na semana passada, promoveu evento de arrecadação de recursos com um jantar em Santa Felicidade. A sigla tem como bandeira a redução da carga tributária e o fato de ser formado por profissionais liberais que nunca tiveram envolvimento com a política tradicional. Outra “causa” defendida pela legenda é o fim do fundo partidário.

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