9 de mar de 2015

Após 29 dias de paralisação, greve dos professores chega ao fim !

Bonde
Após 29 dias de paralisação, os professores paranaenses decidiram pela suspensão da greve e volta às aulas durante a assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (9) no estádio da Vila Capanema, em Curitiba. 

De acordo com a assessoria de imprensa da APP Sindicato, a categoria deve solicitar à Secretaria Estadual de Educação dois dias para organização, planejamento das aulas e matrículas de estudantes. Assim, o ano letivo de 2015 deve começar na quinta-feira (12). 


A ampla maioria dos professores estaduais votaram pela suspensão da paralisação e retorno ao estado de greve, sendo que os docentes podem voltar a cruzar os braços caso o governo não cumpra os acordos firmados nas negociações. 



Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook


A categoria também avaliou a proposta de continuidade da greve até a definição do uso dos recursos do ParanáPrevidência para pagamento de dívidas do Governo do Estado. 


Após os debates no último final de semana, 25 núcleos regionais já haviam se manifestados pela suspensão da greve e quatro núcleos ficaram divididos entre suspensão e continuidade. 


Na sexta-feira (6), o Governo do Estado firmou um compromisso com comando de greve dos professores para o fim da greve da categoria durante reunião mediada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). 


Entre as 18 medidas, o governo estadual comprometeu-se a não apresentar qualquer projeto de lei que suprima direitos dos servidores públicos. No documento, o governo também descarta a hipótese de extinção do ParanáPrevidência com utilização dos recursos, exclusivamente, para o pagamento de aposentadorias e pensões. 


Além disso, o governo prometeu pagamento do adicional de férias dos professores da educação básica e das universidades estaduais no dia 31 de março. 


Acampamento 


Após a assembleia, os professores vão realizar um ato público para fechamento das atividades do acampamento dos servidores na Assembleia Legislativa, que teve início para pressionar os deputados durante a tentativa de votação do pacote de austeridade do Governo do Estado por meio da formação da comissão geral, mais conhecida como 'tratoraço'. 


No dia 10 de fevereiro, os manifestantes ocuparam o plenário da Alep em protesto ao pacote de medidas do governo com alterações no plano de carreira dos servidores públicos. 


Depois de dois dias, em uma nova tentativa de votação do 'pacotaço' em um restaurante da Alep, os servidores entraram em confronto com policiais e ocuparam o pátio da Assembleia Legislativa.Pressionados, os deputados estaduais encerraram a sessão com a retirada de pauta do projeto de lei de autoria do governo do Estado. 

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