27 de jan de 2014

Acidentes com animais peçonhentos aumentam 80% no verão


Acidentes com animais peçonhentos aumentam 80% no verão
A chegada dos meses mais quentes do ano aumenta em até 80% os acidentes com animais peçonhentos. De novembro a março o risco de ser ferido por escorpiões, aranhas e serpentes, cresce devido à maior quantidade de chuva. Os esconderijos destes animais podem alagar e assim eles deixam o local e acabam em contato com o ser humano.

O biólogo Dyego Leonardo Ferraz Caetano explica que no caso das serpentes, isto ocorre devido ao fato de serem animais pecilotérmicos, ou seja, dependem do aquecimento solar para manter sua temperatura corporal e realizar suas atividades diárias. “O verão é o melhor período para elas. Nesta época também há maior disponibilidade de presas porque a reprodução dos insetos é maior nos meses quentes”.

Ele conta ainda que o aumento dos acidentes deve servir de alerta para que a população tome mais cuidados. Lugares com muitas madeiras e abandonados é propício para a proliferação dos animais. “É essencial utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de couro, botas de cano alto e perneiras sempre que forem a áreas com acúmulo de lixo, serviços de jardinagem, atividades de limpeza, deslocamentos de móveis, entre outros”, explicou.

De acordo com Caetano, em caso de encontrar animais peçonhentos em qualquer situação, a pessoa deve se afastar com cuidado, evitar assustar ou tocar os animais, mesmo que pareçam mortos, e procurar a autoridade local para providências. “Informar o maior numero de características do animal pelo qual foi ferido ou mesmo levar ele morto é importante para aplicação do soro antiofídico correto”, afirma.

Manter a casa sempre limpa ajuda a evitar que estes animais apareçam. Em março de 2010 vários moradores do Parque Bela Vista em Jacarezinho encontraram escorpiões nos quintais. A infestação durou alguns dias até a limpeza de terrenos onde possivelmente os animais se reproduziam. Mais de 10 escorpiões foram encontrados em diversas casas do bairro. Em outubro de 2011 o morador da rua dos Palotinos na Vila Maria, Jesuel Aparecido Andrade, 31 anos, disse que animais peçonhentos são encontrados com freqüência nas casas da vizinhança. “Já matei ratos, aranhas e escorpiões aqui em casa”.

Caetano aconselha que em caso de picada de cobras, as pessoas devem lavar o local apenas com água e sabão, e procurar socorro médico em um hospital público, já que os privados não têm soros antiofídicos. “Não é recomendado fazer torniquete, nem cortes e perfurações no local da picada. As pessoas também não devem tentar sugar o veneno”.

Ele explica que a identificação das serpentes peçonhentas no Brasil é feita através da cabeça do animal. Se houver um orifício (fosseta loreal) entre o olho e a narina é certeza que é venenosa. No país todas com a fosseta são peçonhentas, com exceção da coral verdadeira.

Se a pessoa levar ferroada de escorpião, a primeira medida que deve ser adotada é a de colocar compressas de água morna sobre a ferida, até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas é importante não mexer no ferimento e procurar atendimento médico imediatamente.

Deputado João Arruda com informações da JDS Comunicação
Foto: Antonio de Picolli

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