5 de ago de 2013

Paraná tem a menor expectativa de vida da Região Sul


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Com uma média de 75,3 anos, os paranaenses são os que têm a menor expectativa de vida ao nascer entre os três estados da Região Sul, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Tábuas Abreviadas de Mortalidade, divulgada nesta sexta-feira (2), que aponta Santa Catarina com 76,8 anos – a melhor do país – e o Rio Grande do Sul com média de 75,9 anos. Os dados são de 2010.

Apesar de ter a menor taxa entre os três estados do sul, o Paraná foi o estado da região que teve o maior aumento no indicador nos últimos 30 anos. Entre 1980 e 2010, base de comparação da pesquisa, os paranaenses aumentaram a expectativa de vida em 11,3 anos. No mesmo período, Santa Catarina teve aumento de 10,2 anos e o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 8,1 anos – este último teve a menor variação do país neste quesito.

Os homens do Paraná morrem, em média, 6,6 anos antes que as mulheres. Enquanto eles têm expectativa de 72 anos, elas vivem até os 78,6. Em 1980, quando os homens paranaenses tinham uma previsão de vida de 61,6 anos, as mulheres morriam com 66,8 anos – diferença de 5,2 anos. O número aponta que, na avaliação proporcional, considerando o aumento no número de anos vividos, o resultado ficou praticamente estável.

No país, a média de expectativa de vida aumentou em média 11,24 anos, resultado parecido com o registrado no Paraná. Em nenhum estado houve redução na previsão de tempo de vida. Os destaques mais positivos ficaram para Rio Grande do Norte (mais 15,8 anos), Pernambuco (mais 14,4 anos) e Paraíba (mais 14,2 anos). Os menores crescimentos ocorreram no Rio Grande do Sul (mais 8,1 anos) e no Distrito Federal (mais 9,4 anos).

Mortalidade infantil e na infância

O índice de mortalidade infantil – crianças de 0 a 1 ano – baixou 43,2% nos últimos 30 anos no Paraná. Esta foi a maior redução da Região Sul, já que Santa Catarina teve decréscimo de 36,9% e Rio Grande do Sul 26,6%. Mesmo assim, a mortalidade infantil no estado ainda é a maior entre os três da região, com 10,8 por mil nascidos vivos. O estado gaúcho tem índice de 9,9 e o catarinense de 9,2.

Nas mortes entre crianças até cinco anos o cenário de redução de óbitos é bem parecido: o Paraná lidera a queda, com 57,7%. Santa Catarina registrou diminuição desses casos em 40% e o Rio Grande do Sul em 28,3%. Os paranaenses que morrem antes de completar cinco anos são 12,8 por mil, os gaúchos 11,8 e os catarinenses são 11,2.

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