24 de mar de 2015

Reflexão da semana - "Procissão de Ramos" - Dom Manoel


Reflexão da semana – “Procissão de Ramos”
Dom Manoel J. Francisco Bispo da Diocese de Cornélio Procópio-PR


O tempo da Quaresma se encaminha para o fim. Fora o próximo domingo, o outro já será Domingo de Ramos e início da Semana Santa. O Domingo de Ramos tem duas origens. Na Igreja do Oriente, por volta do século V, neste Domingo os cristãos recordavam a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém, descrita pelos quatro evangelistas. Os fiéis faziam uma procissão que iniciava no Monte das Oliveiras e ia até o Santo Sepulcro, o lugar da ressurreição. Na mesma época em Roma, este Domingo era caracterizado pela leitura da Paixão. As novas gerações de cristãos formadas pelos povos vindos do norte não se adaptaram à austeridade e sisudez da liturgia romana. Foi então que, no fim do século X início do século XI, também em Roma se passou a fazer a Procissão de Ramos, sem, contudo, deixar de fazer a leitura da Paixão. Por isso as duas tradições até hoje permanecem justapostas em uma única celebração. A celebração do Domingo de Ramos costuma ser muito concorrida. Os chamados “católicos de ocasião” costumam vir neste dia. A celebração, por isso, deve ser muito bem preparada, para tocar o coração destes “quase forasteiros” e quem sabe trazê-los de volta à comunidade. Como sabemos, a liturgia sempre tem uma dimensão evangelizadora. No Domingo de Ramos esta dimensão deve particularmente realçada. Atenção especial deve ser dada à procissão. Ela, em si mesma, se bem organizada poderá ser um elemento forte de evangelização. A procissão, antes de tudo, lembra-nos que somos peregrinos, que aqui na terra não temos morada permanente e que nossa meta é o céu. Caminhar juntos é uma forma de manifestar o mesmo objetivo. Fazendo memória da entrada de Jesus em Jerusalém, os fiéis expressam sua decisão de segui-lo, inclusive, no seu sacrifício de cruz, e assim, um dia, com ele, entrar na glória da Jerusalém celeste. O Domingo de Ramos é apenas o início da Semana Santa marcada por outras celebrações muito importantes e cheias de conteúdo, alimento de nossa vida de filhos e filhas de Deus. O tríduo pascal que começa na quinta-feira santa à tarde e termina no sábado com a Vigília Pascal é o exemplo mais típico. Nestas celebrações faz-e memória dos fatos mais relevantes da história da salvação. O pequeno espaço desta reflexão não vai permitir um aprofundamento de cada uma delas. Fica, por isso, o convite para participarmos de todas. Esta é uma oportunidade única. É o dia que o Senhor fez para nós, vamos exultar e nos alegrar.

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