8 de ago de 2013

Zilda Arns pode ser beatificada anuncia líder da Igreja Católica


A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoralda Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, poderá ser mais uma santa do Brasil. O anúncio foi feito pelo bispo Dom Aldo Di Cillo Pagotto, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança. O processo de beatificação da catarinense será aberto em 2015.
Apesar de ter nascido na Itália, Madre Paulina foi canonizada no Brasil, sendo reconhecida como santa em 2002. Depois, em 2007, Frei Galvão também foi canonizado, sendo o primeiro santo nascido no Brasil.
Zilda Arns morreu em missão em 2010, vítima do terremoto que assolou o Haiti. Ela era natural de Forquilhinha, no Sul de Santa Catarina. Segundo Dom Aldo, o pleito pela beatificação e santificação não pode ser apresentado antes dos primeiros cinco anos da sua morte. “Como grupo, somos mais de 200 mil voluntários na Pastoral da Criança, mais bispos e padres. E há o desejo para que as virtudes de Dra. Zilda sejam reconhecidas, um pleito que terá fácil aprovação e aplauso”, diz.
A beatificação é um ato jurídico canônico pelo qual o papa, pela autoridade que exerce na Igreja Católica, declara beato um servo de Deus que, após sua morte, sempre foi conceituado pela vivência de notáveis virtudes e de uma vida vivida em santidade.
O primeiro passo é postular a Roma para que a Congregação dos Santos receba a petição. Com a autorização da Santa Sé, caberá ao bispo diocesano, no caso Dom Moacyr Vitti, de Curitiba, postular oficialmente o pleito. "Assim que for autorizada, começaremos a coletar os testemunhos que são imensos, casos de salvação de vidas e também de todos os ensinamentos, das práticas da Dra. Zilda”, explica Dom Aldo.
Um processo de beatificação ou santificação não tem prazo para conclusão. Para o bispo, o que importa é o gesto de valorização e o reconhecimento de todas as virtudes da médica e o legado deixado para as duas pastorais. Ele lembra que Zilda Arns, como humanitária, assim como madre Teresa de Calcutá, concorreu ao Prêmio Nobel da Paz. “O que já é um reconhecimento de dimensão universal”.
Dom Aldo destaca as qualidades da catarinense. "Nada mais atual do que os desafios que a Dra. Zilda enfrentou para combater a desnutrição, salvar vidas e promover a dignidade humana. São praticas tão exitosas que hoje consistem em políticas públicas. E sua obra tem alcance extraordinário. A metodologia, as práticas simples iniciadas há 30 anos hoje estão em vinte países da América Latina, África e Ásia”, frisa. (Redação G1 Paraná)

Comente