13 de ago de 2013

Motoboy que manteve família em cárcere ganha liberdade em Joaquim Távora !


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O motoboy Joelson Gomes Ferreira, 28 anos, que em janeiro deste ano manteve a ex-mulher, o filho de 5 anos, a ex-sogra e uma adolescente reféns por quase 32 horas em Joaquim Távora, deixou a prisão na tarde desta segunda-feira,12. No mês passado, a Justiça condenou Ferreira a seis anos e um mês de prisão em regime semi-aberto pelos crimes de cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo, no entanto, a falta de vagas no sistema prisional beneficiou o motoboy com o cumprimento de pena domiciliar. A decisão foi anunciada na tarde de hoje (12) pela Justiça da Comarca de Joaquim Távora.

Com a decisão, Ferreira poderá retomar o trabalho, além de outras atividades, no entanto, terá que cumprir algumas determinações da Justiça, como por exemplo permanecer dentro de casa no período das 20 horas a 6 horas, não deixar a cidade sem comunicar a Justiça, comparecer no Fórum uma vez ao mês para prestar esclarecimentos, não frequentar bares e boates, além de ter que cumprir oito horas semanais de serviços comunitários. Por outro lado, a Justiça concedeu ao motoboy o direito de ver o filho uma vez no mês.

Arrependido do crime que ganhou repercussão nacional, Ferreira culpou os avós maternos do filho pelo episódio, que segundo ele, atrapalhavam na educação da criança e impediam que ele visitasse o menino. Ele relata que em nenhum momento pensou em cometer “besteira”, e diz que agora só pensa em recomeçar a vida e poder voltar a conviver com o filho. “Estou bastante arrependido de tudo que aconteceu e estou pagando pelo meu erro. Estes sete meses serviram para muita reflexão. Agradeço em primeiro lugar a Deus e depois aos meus advogados, Dr. Guilherme e Dr. Rafael. Agora só quero recomeçar minha vida e dar o melhor para o meu filho”.

De acordo com os advogados de defesa Guilherme Ress Barbosa e Rafael Fernandes da Silva, caso a Justiça tivesse aceitado a tese apresentada pelo Ministério Público (MP), Ferreira poderia pegar até 15 anos de prisão. “O bom comportamento na prisão e o fato de ser réu primário contribuíram muito na sentença”, revelou Barbosa.

O CASO

O cárcere privado começou às 6h30 do dia 10 de janeiro, quando Joelson invadiu a casa e manteve reféns a ex-mulher, o filho de 5 anos, a ex-sogra e uma adolescente. Inicialmente, ele afirmava estar armado com uma pistola, um revólver e uma banana de dinamite. Após se entregar, a polícia constatou que ele portava apenas um revólver calibre 38 e que mencionou a dinamite como blefe, para evitar que a residência fosse invadida por policiais.

Luiz Guilherme Bannwart 

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