28 de jun de 2013

iPads nas escolas públicas


iPads nas escolas públicas
Enquanto o Brasil vai às ruas reenvidicar melhorias no seu sistema educacional (entre outros temas) nos EUA o Departamento de Educação de Los Angeles, na Califórnia, acaba de dar um passo inovador em seu segundo maior distrito escolar.
O governo aprovou um investimento inicial de 30 milhões de dólares para a compra de uma primeira remessa de mais de 31.000 iPads, que serão destinados aos alunos das escolas públicas de LA.
A iniciativa faz parte do compromisso “Los Angeles Board of Education”, que tem como objetivo “conceder a todos os alunos das escolas públicas americanas, desde a pré-escola até o último ano doginásio, um iPad”. Ao final do projeto mais de 640 mil estudantes terão um tablet da Apple em mãos.
Fontes do Departamento explicam que elegeram o iPad “porque o seu sistema é o que melhor se adapta as especificações do projeto para baixar livros, e também pelo seu menor preço”.
Os downloads serão realizados através de um aplicativo da Pearson, uma editora com a qual a Apple se associou, e que no ano passado já havia lançado alguns livros para iBooks.
Segundo a Apple, “mais de dez milhões de iPads já são usados hoje nas escolas”. Se bem que, como revelou uma pesquisa realizada pela Pew Research Center em fevereiro deste ano, com alguns professores americanos, “existem diferenças consideráveis em relação ao acesso dos estudantes às novas tecnologias nas escolas”. A pesquisa apontou, entre outros dados, que “37% dos professores de alunos de baixa renda usam novas tecnologias no ensino, frente a 56% dos professores de alunos de famílias de alto nível econômico”.
Voltando ao projeto, esta iniciativa era um sonho que o fundador da Apple, Steve Jobs, sempre teve – como pode ser observado em sua biografia. Seu autor, Walter Isaacson, afirma que Jobs sempre teve em mente o sonho de transformar o mercado de livros impressos. Em 2011, num encontro com Rupert Murdoch, proprietário de News Corporation, ele havia comentado que o iPad deixaria os livros tradicionais obsoletos. “O que ele queria era modificar o processo de certificação para a venda de livros através da download grátis através do tablet da Apple”, diz Isaacson,.
Visionário, ou apenas um entusiasta das novas tecnologias, a verdade é que Jobs redesenhou a maneira como os jovens interagem com a informação nos dias atuais, e neste caso, com a literatura e o aprendizado através dos livros. Os passos, ora sonhados por Jobs, parecem estar sendo dados lá fora. Enquanto, aqui no Brasil, este caminho ainda é apenas um sonho, uma estrada inacessível.
Com informações de El País e B2B

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