5 de nov. de 2012

PARTICIPAÇÃO DO PARANÁ É PEQUENA NO ENEM, APENAS 280 MIL ESTUDANTES


Cerca de 280 mil alunos de ensino médio do Paraná estão enfrentando o desafio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com objetivo de conseguir notas suficientes para conseguir uma vaga em universidades brasileiras Pode parecer muita gente, mas o Paraná está apenas em oitavo lugar em número de inscritos, atrás de estados como Pernambuco e Ceará.
De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), no Estado são cerca de 1,8 milhões de jovens entre 15 e 24 anos que estariam habilitados a participar da prova porém a participação é de apenas 15,36%. Em Pernambuco, há 1,6 milhões de jovens na mesma faixa etária e as inscrições somam 17,29% dessa população. Não há números disponíveis sobre inscritos de Londrina.
A pouca adesão pode ser explicada por vários motivos. Um deles é que as universidades estaduais ainda não utilizam integralmente a nota da prova como determinante para o ingresso do aluno. Na UEL, por exemplo, a nota do ENEM só é utilizada depois que são feitas várias chamadas de vestibulandos e não há o preenchimento total de vagas, de acordo com a Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da UEL. Segundo a coordenadora da Cops, Cristina Simon, “quando não há mais ninguém para chamar e ainda temos vagas sobrando, oferecemos para o Enem”, explica. Segundo ela, a opção da UEL se deve a vários fatores, inclusive a segurança. “Além disso, há uma prova única para o Brasil inteiro, o que atrapalha certas particularidades de cada região”, justifica.
Por outro lado, a nota do Enem é utilizada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que é aplicado em todas as universidades, universidades tecnológicas e institutos tecnológicos federais. E também serve como critério classificatório para o programa Ciência sem Fronteiras (CSF), do governo federal, que pretende enviar 27,1 mil alunos da graduação para temporadas de estudos no exterior até 2015.
O diretor educacional do Colégio Portinari, Edmilson Vicente Leite, diz que a escola procura incentivar os alunos - inclusive do primeiro e segundo anos do Ensino Médio - a participar da prova. “Para nós, ela é uma prova importante. O problema é que falta uma certa credibilidade. No decorrer dos anos, não havendo mais problemas como ocorreram nos últimos dois, o índice de participação deve aumentar”, afirma.
Histórico escolar
Para o diretor de Educação do ISAE/FGV, professor Antônio Raimundo dos Santos, o Enem é apenas “um dos mecanismos de ingresso nas universidades”. Segundo ele, a dinâmica do Enem é muito parecida com o vestibular, uma prova eliminatória que privilegia quem tira a nota mais alta. “O ideal é, no Brasil, houvesse aqueles sistemas americano e europeu que, além da prova, se baseia em resultados, construídos ao longo do histórico escolar do aluno”, explica.
Santos enfatiza que a análise do histórico escolar seria mais justo inclusive com alunos da escola pública, que não precisariam de cotas, porque o bom aluno pode estar na rede pública ou na rede privada.
“Nosso histórico escolar pesa muito pouco nessa escolha. Nos níveis mais elevados, em fase pós-graduação ou doutorado, o histórico tem um peso. Mas na transição do ensino secundário para o superior não se leva em consideração. Ou você passa por um vestibular ou passa por outro vestibular chamado Enem. Só muda o conjunto que é testado”, diz.
jornal de londrina 

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