8 de nov. de 2012

Classe C prefere cartão de débito ao de crédito



Que o poder de compra da classe C subiu nos últimos anos, não há dúvidas. Mas quando se trata do consumo com pagamento por meios eletrônicos, esta classe social ainda prefere o cartão de débito em relação ao de crédito. É o que aponta a última pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) em 11 capitais do País, incluindo Curitiba, que envolveu 2.062 entrevistados. De acordo com o levantamento, este tipo de pagamento cresceu de 47% em 2009 para 52% este ano, um aumento de cinco pontos percentuais. O cartão de crédito também sofreu aumento - de 41% para 45% - o que ainda o deixa em desvantagem na hora do pagamento. O pagamento por meio eletrônico engloba ainda pessoas que utilizam cartão de loja (27% para a classe C) entre outros, como crédito pré-pago e celular.

Quando todas as classes sociais são avaliadas, os números também mostram que o débito cresce com mais força que o crédito. Em 2009, 53% dos entrevistados utilizavam cartão de débito para pagamentos. Este ano o número já saltou para 62%. No mesmo período, o crédito sofreu alta de 45% para 52%, porém, no ano passado, o número era de 53%. Já a utilização do dinheiro de papel como forma de pagamento caiu de 58% para 55% no último ano.

Os entrevistados ainda apontam que mais da metade dos gastos mensais é paga com o cartão de plástico. No levantamento da Abecs, a média salarial ficou em R$ 1.634, sendo que 55% (R$ 962) é utilizada pelos cartões. O débito neste caso também permanece à frente do crédito: 26% contra 25%.

Para o superintendente geral da Abecs, Ricardo Vieira, a utilização do cartão de débito está tomando espaço mais especificamente do dinheiro em espécie. Já o cartão de crédito substitui o uso do cheque e do carnê. ''É uma mudança cultural que tem ocorrido. Esta modalidade (débito) nasceu com cartão bancário, com objetivo de fazer transações em caixas eletrônicos. Só depois passou a ser usado no comércio de forma mais efetiva, como forma de pagamento.''

Outro fator para o maior uso dos cartões, segundo Vieira, é a entrada de novos consumidores no sistema financeiro e a ascensão econômica, sustentada pelo aumento da renda e do emprego. ''O poder de compra do consumidor aumentou substancialmente e isso faz, naturalmente, que ele tenha acesso cada vez maior à utilização destes meios eletrônicos de pagamento.''

Por enquanto, a Abecs não realizou uma projeção do crescimento do uso dos cartões para 2013. Para este ano, a entidade prevê crescimento de 21% no faturamento do setor, chegando a R$ 812,8 bilhões. Em relação ao número de transações, deve atingir 9,7 bilhões, com um crescimento de aproximadamente 17%. Já os números de cartões deve chegar a 746 milhões, alta de 9%.
FOLHA DE LONDRINA 

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